As férias da Clarinha estão acabando. Dia 1º as aulas recomeçam e a minha pequena inicia uma nova jornada: escola nova, amiguinhos novos, professora nova, novo horário escolar (ela vai estudar de manhã). Tudo isso já me dá aquele friozinho da barriga, sabe? Como se fosse eu a enfrentar tantas novidades! Infelizmente (mas por uma boa causa), ela vai ter que faltar a primeira semana de aula. Vamos tirar mais uma semaninha de férias pré-carnaval e vamos para Bahia. Então, ela só começa para valer na nova escola a partir do dia 08.
Bom, como não poderia deixar de ser, hoje fomos comprar o material escolar. E atire a primeira pedra quem não AMAAAAAVA comprar material escolar!!!! Tudo novinho, brilhando, lindo, lindo!! Livros com cheirinho de novo, mochila tinindo, além de todo o resto: cadernos, estojo, canetinhas, lápis, réguas, colas, borrachas, enfim. Uma infinidade de coisinhas tão novas que dá até pena de usar. Pois é. A Clarinha já curte bastante tudo isso. Estava contando os dias para a compra do material escolar. Ela mesma escolheu seus cadernos, estojo, cores de cartolina, papel EVA, brinquedo pedagógico, etiquetas para identificar o material, contact com motivos infantis, etc. Experimentou o uniforme novo e escolheu os tipo e cores de calça e blusas da escola. E agora vamos chegar em casa e ela já disse que vai arrumar a mochila, etiquetar o material... Muito legal sentir a empolgação em seus olhinhos ao ver aquela papelaria enorme prestes a ser explorada!
Claro que deixar tudo para última hora é péssimo (e eu sempre deixo para última hora, hehe). A loja estava lotada, demoramos cerca de 2 horas e meia ao todo. A Clarinha sequer reclamou. No final, enquanto eu estava na fila para pagar, ela sentou em um banquinho e ficou lendo uns livrinhos da loja. Mas, taí: esse, que seria um programa fadado ao título de “programa de índio”, foi super gostoso (ok, tirando as filas e a demora do atendente a procurar os livros, enfim). Sentimento de nostalgia, sabe? Me lembrei da minha mãe levando a gente para comprar material escolar na Casa Mattos (acho que nem existe mais!). Eu adoro reviver coisas da minha infância com as minhas filhas. Isso traz um quentinho lá no fundo do coração. Um nó na garganta. Parece que só as minhas filhas conseguem me deixar tão próxima das minhas memórias emocionais da infância. Me fazem relembrar e reviver sentimentos que eu nem lembrava que existiam. Sentimentos simples e puros. Apaixonantes.