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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Meu bebezão


Se tem uma coisa que me irrita é alguém fala que bebê de 1 ano não é mais bebê.... como não é bebê??? Minha filhota acabou de completar 1 aninho e ainda não anda, balbucia algumas poucas palavrinhas (mamã, papá, au-au, nenê e aú, para água), usa fralda, tem míseros 7 dentinhos na boca e mama no peito. Porque depois do primeiro aniversário, o bebê passaria a ser uma criança? Isso não tem o menor sentido. Para mim, a Beatriz está no auge da sua bebezice e não, ela não está grande demais para mamar no peito! Graças a Deus, não sofro nas mãos dos palpiteiros. Todos os que me cercam apóiam a amamentação e não ficam me enchendo dizendo que a Beatriz está grande para mamar.


Acho que essa opção, amamentar por mais tempo ou não, é tão pessoal e depende muito da sintonia mamãe / bebê... eu não penso em desmamar minha filhota por agora. Isso está beeeeeeem longe dos meus planos. Eu amo muito muito amamentar! E ela adora também! Porque vou ficar ouvindo bobagens (na minha opinião, pois cada um acredita no que quer), que depois da dentição o bebê não precisa mais mamar ou que a amamentação cria uma dependência muito forte (e daí??? Ela terá a vida inteira para ser independente), ou que é feio amamentar criança maior e que trará problemas psicológicos depois. Em contrapartida, a OMS apóia a amentação prolongada, recomendando-a até 2 anos ou mais. Lembro uma das filhotinhas da minha gata, que ficou com a gente e não teve que ser desmamada precocemente, mamou até grande, com a boca cheia de dentes e comendo muita ração, ehehhehe. Ainda bem que ela não tinha “gatos palpiteiros” ao seu redor!


Então, em minha opinião: amamentação é amor, é carinho, é vínculo. E isso com certeza não causa prejuízos psicológicos! Abandono causa problemas psicológicos, maus tratos também. Não digo que a gente tenha que deixar a criança fazer tudo e não dar limites. De jeito nenhum. Quem me conhece sabe que eu procuro dar limites para minhas filhas. Dar limites também é dar amor. Mas eu não consigo enxergar como o amamentar possa prejudicar um bebê ou uma criança... Eles não têm malícia e não enxergam os seios como algo sexual. Por isso, não tenho um prazo estipulado para desmamar minha pequena. Não estou aqui afirmando piamente que seguirei um desmame natural se a amamentação se prolongar por muito tempo. Acho que a amamentação prolongada tem que ser boa para a mãe e para o bebê. Se a mãe não está à vontade, não adianta forçar a barra. Mas, por enquanto, a amamentação está TUDO DE BOM!!! Adoro curtir os momentos com a minha pequenininha grudadinha no peito. Eu brinco com o pezinho dela (brincando de chulé), ela morre de rir e às vezes larga o peito e fala papá, hahahhaha. Cara de pau!!!


E aos poucos, minha bebê está crescendo. Hoje em dia, do alto de seu 1 aninho e 10 dias, ela não pede mais tanto o mamá. Sou eu que sempre ofereço. Às vezes dorme sem mamar deitadinha na cama ao meu lado... daqui a pouco dará seus primeiros passinhos e quando menos se espera, já estará por aí, toda independente como a irmã. E daqui a pouco, aqueles serzinho gorducho e fofíssimo, estará somente nas minhas recordações...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Porque eu amo amamentar

A Beatriz completou 10 meses e assim completamos também 10 meses de amamentação, 10 meses de cumplicidade, de trocas e de muito amor. Para mim, amamentar é muito mais do que fornecer um alimento simplesmente. É, antes de tudo, oferecer amor e dedicação. A hora do mamá é o nosso momento. Momento em que ela se aninha no meu colo, pega na minha mão, me olha nos olhos, sorri. Hoje em dia, a Beatriz não mama porque tem fome. Ela mama porque quer ficar perto de mim. Mama para matar as saudades quando eu chego do trabalho. Mama para se sentir segura e para se acalmar. É impressionante o efeito do mamá! Outro dia a levamos para cortar o cabelinho no salão. Ela ficou muito assustada, chorou muito, de soluçar. Colo não acalmou. Cantar não acalmou. Embalar não acalmou. A única coisa que a consolou e trouxe de volta a segurança dela foi o mamá. Claro que às vezes é cansativo, principalmente de madrugada. Mas para mim, o cansaço fica tão pequenininho quando vejo a carinha dela me olhando enquanto mama. Quando a vejo engatinhando em minha direção e sorrindo quando eu pergunto se ela quer mamar. Porque eu amo amamentar? Porque é nessa hora que eu me sinto MÃE no sentido mais grandioso dessa pequena palavra.